Rio Verde se consolidou como o maior arrecadador do Fundo Estadual de Infraestrutura (Fundeinfra) em Goiás
Mas, apesar da expressiva contribuição, o município ainda não tem recebido de volta investimentos proporcionais ao que recolhe.
Em 2024, os números mostram um cenário de forte disparidade: 35% de toda a arrecadação do Fundeinfra saíram de Rio Verde, um peso desproporcional quando comparado a outros municípios goianos. Enquanto isso, cidades como Mineiros contribuiu com apenas 0,09%, Jataí com 1,57%, Itumbiara com 0,12% e Cristalina com 4,6%.
Na prática, isso significa que Rio Verde vem financiando obras e projetos que beneficiam outros municípios, enquanto a cidade que mais sustenta o fundo continua sem ver investimentos compatíveis com sua participação.

Única obra do fundo no município é a GO-210, que liga ao trevo do anel viário da TECNOSHOW. São apenas 7 km e ainda assim, é desproporcional ao que o município envia pro fundo.

Dinheiro vai, mas pouco retorna
O Fundeinfra foi criado com a proposta de fortalecer a infraestrutura de Goiás, mas a realidade em Rio Verde tem gerado questionamentos. Empresários, produtores e lideranças locais apontam que a contribuição bilionária da cidade está sendo diluída em obras que não impactam diretamente a região.
“É como se Rio Verde estivesse trabalhando para os outros municípios. A arrecadação daqui é gigantesca, mas o retorno ainda não corresponde. Isso gera um desequilíbrio que precisa ser revisto”, comenta um empresário do ramo imobiliário.
O município de Rio Verde, gigante como é, através da Prefeitura de Rio Verde entregou mais de 50 pontes na zona rural, consolidando um programa de infraestrutura robusto que beneficia diretamente o agronegócio e a vida de quem depende das estradas vicinais diariamente.
Mas e o fundeinfra?
Boa pergunta.
O site oficial do governo de Goiás, mostra início execução de 18 obras rodoviárias, incluindo a pavimentação de mais de 739 quilômetros de rodovias, com investimento total de R$ 1,49 bilhão. As intervenções abrangem trechos das rodovias GO-206, GO-050, GO-411, GO-180, GO-139, GO-439, GO-461, GO-470, GO-220, nenhuma está no circulo de arrecadação de Rio Verde.
Na GO-178, serão pavimentados 38,8 quilômetros, entre a BR-364 e a GO-306, no valor de R$ 116,2 milhões e previsão de conclusão para 2027. Na GO-180, serão 32,88 quilômetros, entre o fim da pavimentação existente e o entroncamento com a GO-306, no valor de R$ 123,6 milhões e previsão de entrega para 2028.
Exemplo da disparidade
Enquanto Rio Verde destina mais de um terço de toda a arrecadação do Fundeinfra, municípios com arrecadação quase simbólica têm sido contemplados com obras estruturais de peso. O contraste evidencia uma política de redistribuição que, para muitos rio-verdenses, deixa a cidade em segundo plano, mesmo sendo a maior colaboradora.
O governador Ronaldo Caiado lançou, no sábado (6/9), em Jataí, as duas primeiras obras rodoviárias de Goiás realizadas dentro do novo modelo de contratação adotado pelo Estado. Serão asfaltados 32,88 quilômetros da GO-180, no município, e outros 38,8 quilômetros na GO-178, em Itarumã. O investimento total é de R$ 239,8 milhões, provenientes do Fundo Estadual de Infraestrutura (Fundeinfra).
Mas e Rio Verde?
Outra vez, Boa Pergunta!
7 Km na GO-210, pra quem entregou 35% do montante arrecadado.
Pressão por investimentos
A expectativa de muitos é que o Governo de Goiás reveja os critérios de aplicação do fundo e garanta mais obras estratégicas em Rio Verde — especialmente na área de logística, estradas e apoio ao setor produtivo, que é responsável por grande parte da força econômica do estado.
Com isso, a cobrança da sociedade rio-verdense aumenta: se Rio Verde é o motor que move o Fundeinfra, nada mais justo do que ver esse motor ser abastecido na mesma proporção.
Fontes: Site fundeinfra – Secretaria da economia – Rio Verde Rural e Sefaz


