Zé Mário Schreiner perde força na CNA, não compõe chapa e corre risco de expor sua fraqueza política em ano eleitoral e com Daniel Vilela no cenário.
Zé Mário Schreiner perde protagonismo dentro da CNA
A eleição para a nova diretoria da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), marcada para outubro, trouxe à tona o que já se comenta nos bastidores: o enfraquecimento de José Mário Schreiner, o Zé Mário.

Antes visto como articulador de peso, o atual vice-presidente da CNA não conseguiu espaço relevante na composição da chapa de João Martins, que já foi registrada com nomes de grande expressão nacional.
João Martins lança chapa forte e isola Zé Mário
Enquanto João Martins aparece fortalecido com apoio de lideranças como Gedeão Pereira (RS), Antônio Ernesto de Salvo (MG), Marcelo Bertoni (MS), Humberto Miranda (BA) e José Amilcar de Araujo Silveira (CE), Zé Mário permanece em silêncio.
Essa ausência de Goiás na chapa principal reforça a ideia de que Schreiner perdeu espaço político e não tem mais influência dentro do sistema sindical rural brasileiro.
A pressão para montar uma chapa própria
A leitura nos bastidores é clara: se Zé Mário Schreiner não conseguir montar sua própria chapa, ficará evidente que ele nunca foi líder de verdade, sendo apenas “o exército de um homem só”.
Sua dependência da estrutura da Faeg e da posição de vice-presidente na CNA mostra que, sem apoio coletivo, ele não sustenta protagonismo político.
Reflexo nas eleições e risco para sua imagem política
A fraqueza de Zé Mário chega em um momento delicado. Em pleno período eleitoral, e com a expectativa de ser vice na chapa de Daniel Vilela, o cenário de enfraquecimento pode ser devastador.
Se não reagir rapidamente, Schreiner corre o risco de carregar para o palanque eleitoral a pecha de um líder esvaziado, sem prestígio nem respaldo dentro da principal entidade rural do país.

Conclusão: o atestado de enfraquecimento de Zé Mário Schreiner
O tempo está contra Zé Mário. Enquanto João Martins já se posiciona forte para a reeleição, o goiano segue sem resposta e sem articulação. Se não apresentar uma chapa competitiva, sua imagem será consolidada como a de um político sem liderança, fragilizado e com influência reduzida.
No fim das contas, a dúvida já deixou de ser se ele tem força para vencer — e passou a ser se ele terá coragem de ao menos disputar.
Mudando de assunto
Sucessor de Caiado: Daniel Vilela vem em rítimo acelerado
Ainda no lançamento da pré-candidatura de Caiado ao mais alto cargo eletivo do país, Daniel Vilela teve sua futura gestão à frente do governo estadual afiançada publicamente pelo governador, que se desincompatibilizará do Executivo no final de março do ano que vem para disputar as eleições, abrindo espaço para o vice assumir o Palácio das Esmeraldas.
“Nós vamos entregar o governo nas mãos do Daniel daqui a um ano, e esta prática continuará em todo Estado de Goiás“, ressaltou Caiado, referindo-se às duras ações que encampou desde o início do seu mandato para redução expressiva dos índices criminais. “Eu soube escolher meu sucessor. Nós vamos continuar com a melhor segurança pública do país“, acrescentou. “Não decepcionarei os goianos“, devolveu o vice-governador.
Ao celebrar o que definiu de “primeiro passo” da “jornada que só se encerrará em 4 de outubro do ano que vem [data prevista para o primeiro turno das eleições]”, Daniel Vilela ainda arriscou a criação de mais um slogan para a pré-candidatura do governador – o oficial é “Coragem para endireitar o Brasil“. “O futuro já está traçado: Ronaldo Caiado”, disse ele em tom bem-humorado. “Estou muito entusiasmado, principalmente pelo grande número de lideranças de diferentes regiões do Brasil que vieram a Salvador, além da grande comitiva de Goiás“, acrescentou o vice-governador.


